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Introdução:

Muitas pessoas que padecem de ansiedade e que com o passar do tempo vêm-se obrigadas a recorrem à medicação.

Sempre que há muito sofrimento envolvido no controle da ansiedade, a medicação receitada pelo médico de família que já conhece o historial do paciente é uma das soluções mais procuradas pela pessoa que se encontra nesta situação.

Outras vezes, encaminhados pelo seu médico de família, estas pessoas têm que recorrer a um especialista, neste caso a um psiquiatra.

Sendo um especialista das afeções mentais, ele pode entender melhor a situação e recomendar a melhor combinação de medicamentos para aliviar os sinais e sintomas do paciente. Assim, o paciente pode sentir mais rapidamente alívio e sentir-se mais seguro enquanto tenta refazer a sua rotina diária.

A medicação tem um duplo papel entre “anestesiar” emoções dolorosas e permitir que as pessoas continuem as suas vidas com pouca perturbação.

No entanto, se a situação se mantém durante demasiado tempo, o precioso “termómetro” das emoções é silenciado. Neste artigo, vais descobrir como é que podes usar esse “termómetro” e descobrires que quanto mais sabes sobre ti, melhor será o teu bem-estar.

Existem situações quotidianas que podem constituir um desafio para certas pessoas ansiosas, dificultando a sua qualidade de vida no dia-a-dia. Deixo aqui uma lista dirigida sobretudo àquelas pessoas que se sentem como “o um ser de outro mundo” que geralmente não é compreendido, sobretudo quando tentam explicar aos seus familiares e amigos porque se sentem tão nervosos em determinadas situações:

– sair de casa ou afastar-se de locais familiares;

– deslocar-se sozinho de transporte (no seu próprio carro ou em transporte público);

– ir sozinho a qualquer sítio longe de casa ou num ambiente que conhecem pela primeira vez;

– estar no meio da multidão em espaços abertos ou fechados;

– enfrentar um refeitório barulhento com pessoas a comer (mastigar, deixar cair objetos, falar muito alto ou gesticular, etc);

– cruzar pontes altas ou entrar em auto-estradas movimentadas;

– ir ao cinema ou viajar de autocarro e sentar junto à janela com a sensação de não poder escapar se algo errado acontece;

– conduzir em locais remotos e longínquos com condições muito particulares (locais muito altos ou muito baixos; longe das cidades ou das áreas de serviço);

– presenciar, ouvir ou ver alguém que passou algum tipo de dificuldade (pequeno ou grande acidente) e achar que aquilo também lhe pode acontecer;

–  sair para correr mais uma vez no trilho habitual e de repente esquecer onde está e começar a sentir simplesmente “varreu-se da memória” o sítio onde está;

– confrontar-se de forma dura com a possibilidade da pulsação cardíaca nunca mais baixar e encarar de forma muito realista a possibilidade de enlouquecer ou de morrer se aquela aflição não se desvanecer rapidamente por si só;

– evitar o toque e a procura do parceiro para ato sexual por medo de vir a sofrer um ataque do coração na hora do prazer.

A ansiedade não escolhe as pessoas pela idade, estilo de vida, sexo, condição económica, cor ou religião.

Pessoas muito jovens e pessoas mais maduras podem sofrem de ansiedade em determinados períodos das suas vidas.

E isso não significa que tenham tido sempre problemas que obrigatoriamente faziam as suas vidas parar.

Existem sim momentos e acontecimentos de vida que contribuem para um estado de vulnerabilidade que algumas pessoas têm dificuldade em identificar.

Nomear aquilo que as deixa fora de controle é por si um medo assustador que só de pensar já assusta.

É esse medo sem nome que as conduz a ataques de pânico.

Ninguém tem um ataque de pânico porque quer, ou porque se quer abster de fazer algo só para se escapar deliberadamente.

Melhor, as pessoas ansiosas fogem das situações porque não sabem porquê aquela situação lhes provoca tanto medo e sobretudo porque sabem o desconfiam que com as ferramentas que (ainda não têm) não serão capazes de levar a situação em frente e ter sucesso.

Quem gosta de estar sempre com medo de não conseguir controlar os nervos e falhar:

– na hora de entrada no trabalho, porque ficou com medo de entrar no metro que estava apinhado?

– no final da terrível manhã que correu mal após uma péssima apresentação de um trabalho junto da equipa de trabalho no escritório, onde trabalha todos os dias e que produziu aquela incerteza de não conseguir entrar no refeitório e enfrentar aquela quantidade de gente barulhenta no refeitório, sem sentir vergonha e incómodo?

– na hora de sair de casa com os amigos para se divertir porque sente medo de ficar “fechado” na discoteca ou no cinema, onde parece que ninguém vai escapar caso algo de mal aconteça;

– na hora do encontro romântico, como explicar a quem se está interessado que se sente um medo infundado de que a ansiedade dispare de repente e se torne algo insuportável (tremores, suores, etc.) seja porque a pessoa começou a ficar preocupada com aquilo que o outro está a pensar de si?

– na hora da intimidade sexual, como explicar ao parceiro que apesar de gostar dele/dela, se sente medo de não ter prazer sexual com medo de ter um ataque cardíaco?

Felizmente a medicação combinada com psicoterapia, reduz e muito os efeitos negativos que o stress e a ansiedade provocam nas vidas íntimas das pessoas e das suas famílias.

Contudo, esta combinação levanta algumas objeções a alguns pacientes.

A pessoa medicada encontra-se entre a “espada e a parede”. Se por um lado, os efeitos adversos da ansiedade são “anestesiados” e se o Sistema Nervoso Simpático fica desacelerado evitando situações como:

– dificuldade em respirar (hiperventilação);

– subida dos batimentos cardíacos (tensão arterial elevada);

– alteração dos batimentos cardíacos (taquicardia);

– alteração dos níveis de açúcar no sangue (controle da glicémia no sangue);

– suores quentes e frios, etc.

Por esse motivo essa desaceleração, leva que a capacidade de sentir, de se relacionar com as emoções, de se relacionar com os outros seja afetada.

Descrito pelos pacientes como “emoções anestesiadas” é visto pelos mesmos no início como um tempo de tréguas, pois a medicação liberta-os de estados emocionais muito intensos e possibilita que a sua rotina volte ao normal.

Sem a possibilidade de combinar a medicação com a ajuda de um psicólogo ou psicoterapeuta, a permanência neste estado leva a que as doses tenham que aumentar sobretudo se o paciente continua a fazer a mesma coisa todos os dias (os mesmos pensamentos, as mesmas crenças e a mesma atitude), sem escolher mudar a sua consciência sobre o seu real estado interno.

Se o paciente não sabe o que fazer com o seu mundo interno, sejam eles sob a forma de dúvidas a seu respeito, crenças que aprendeu com os seus antepassados, valores pessoais que já não lhe servem mais, pode pedir ajuda profissional. Os profissionais que ajudam esses pacientes podem ser psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras, neuropsiquiatras ou terapeutas de desenvolvimento pessoal.

Se a pessoa ansiosa tiver a oportunidade de combinar medicação e ajuda psicológica, significa que o seu estado emocional vai melhorando e que ao tratar os conflitos que estão dentro de si ganham clareza, então a medicação não tem porquê aumentar.

O perigo é manter a mesma medicação durante anos e anos a fio, até ao ponto de não fazer nenhum tipo de efeito.

Existem pacientes que relatam que já não sentem o efeito do medicamento, mas que o facto de tomarem os deixa mais calmos (efeito placebo), caso algo de mal aconteça.

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Estes momentos que as pessoas sentem como caóticos, inseguros, perigosos, intensos, cheios de emoções que não querem viver, talvez porque algum dia aconteceu realmente algo que tem algum impacto negativo, são na verdade um termómetro.

Termómetro de quê afinal?

O termómetro avalia a temperatura corporal e dá-nos uma indicação do estado de saúde (ou da falta dela).

As emoções têm o mesmo poder. O poder de medir como o nosso SER gosta, ou não gosta de determinada situação; se aceita, ou não aceita determinada condição; se estamos preparados para ir para determinado lugar, ou não estamos preparados.

Então a minha pergunta vai no seguinte sentido:

Se aceita que acima dos 38 º C tem febre e por isso o seu organismo está em luta permanente com algum micróbio que o seu corpo não gosta e confia nos dados e toma uma decisão, então porque se sente excessivamente ansioso porque não confia no que o seu sentir lhe está a tentar dizer?

Mas o que fazer perante uma subida de tensão associada a nervosismo, medo intenso e terror?

O meu convite vai no sentido de ouvir a sua voz interna.

Como se faz isso?

Primeiro terá que parar. Sabe porquê?

Porque geralmente quando estamos muito nervosos, não conseguimos ouvir o que vai dentro de nós.

Então e depois de estarmos sentados e em silêncio e se a cabeça não para?

Os seus pensamentos gritam por todo o lado?

Se sim, provavelmente não lhe tem dado muito tempo de antena, pois eles devem estar desesperados para falarem consigo, isto é, não tem conseguido ouvir o seu lado sombrio.

Qual lado sombrio?

Geralmente, não gostamos daquele lado de nós que não é muito consensual com as regras que temos de seguir, mas detestamos profundamente e nem sabemos porquê.

Há um desconhecido que nem nome temos para lhe dar.

Mas há uma parte de si que sabe.

Sabe qual é?

São as emoções. Elas sabem sempre se gostam ou não do que está a acontecer consigo. Basta parar e perguntar-se.

Nem precisa de perguntar qual das cinco emoções se está a queixar mais.

Se for uma pessoa objetiva, vá apenas pelo que sente e pela forma como reage:

– evita e isola-se e depois fica a remoer?

– foge da situação?

–  fica paralisado e não consegue reagir?

– reage mal na situação e provoca dano deliberadamente no outro?

Qualquer resposta “SIM”, às anteriores perguntas contém indicadores preciosos, sobre o seu estado emocional.

Se evita e isola-se e fica a culpar-se por não ter feito algo, está a privar-se do prazer de viver. Pode até ter medo da morte e ser ter imensas precauções; mas são tantas que não vive o prazer. Não se permite. Já pensou em falar com o seu terapeuta o porquê?

Se foge da situação, ela é assim tão intensa para si? Que poderia acontecer de pior? Essa inibição é uma fiel protetora, mas também anuncia um medo da sua força e da sua expressão. Porquê é tão ameaçador expressar-se? Por acaso seria algo fora do padrão habitual?

Se fica paralisado perante a situação, que memórias se ativaram durante essa situação que reavivaram o que se passou numa outra em que tudo correu mal. Pergunta: porque tem sempre que correr tudo mal? Como é que uma situação pode correr mal?

Se reages mal e provocas danos a alguém, então quem te feriu a ti?

Como te podes desapegar dessa agressividade que está aí á espera de ser vista e reconhecida dentro de ti?

Só o que é visto e reconhecido por ti pode ser transformado, numa coisa melhor.

Como vivencias o perdão?

Todas as reações e razões para ser ansioso têm uma história com um princípio, meio e fim. Ou se quiseres, de uma forma mais literária, a história da ansiedade tem uma introdução, um desenvolvimento e numa conclusão, como se um texto se tratasse. Não história simplesmente inventadas.

Existe um fio condutor nos sintomas e nas reações das pessoas.

Existem também os gatilhos, ou seja, aquilo que faz disparar a ansiedade em determinadas situações e noutras não.

Escolhe de forma mais informada e consciente como agir perante as provas da vida, sem sentir que está só.

Se nada de efetivo for feito durante o desenvolvimento dos sintomas, é provável que a conclusão possa ser afetada.

O tratamento com um profissional é super-importante sobretudo porque impacta várias áreas de vida da pessoa ansiosa:

– nível pessoal: a pessoa necessita de melhor a forma como se vê a si própria, precisa de sentir que tem valor e é merecedora;

– nível amoroso: a pessoa necessita de desenvolver laços afetivos nos quais pode escolher e negociar os limites que sente como adequados para si e que respeitam o seu ser;

– nível sexual: a pessoa precisa de sentir que o desejo e o ser desejada é algo imprescindível para viver de forma mais ampla a sua sexualidade. A líbido é também mais do que o resultado do puro desejo sexual físico. É o que a pessoa se permite fazer com o sentimento de ter prazer com o seu corpo e o do outro e gostar de estar viva e de forma plena.

– nível físico: a pessoa tem necessita de sentir que tem ao seu alcance as ferramentas certas para manifestar conscientemente estar saudável de forma coerente (mente e corpo são);

– nível  laboral: a pessoa precisa de sentir que todos os dias quando vai trabalhar contribui efetivamente para algo maior e melhor e recebe em função daquilo que dá.

– a nível social: a pessoa necessita de se rodear das pessoas certas às quais acrescenta e por suas vez as outras também acrescentam valor à sua vida.

– nível espiritual: a razão de estar AQUI e AGORA e de fazer coisas produtivas ou pelo menos que tenham um propósito, fazem com que a pessoa se sinta conectada com Algo Maior.

Pequena História:

Todos os dias e sempre que posso faço a seguinte reflexão para que eu possa relembrar o que estou aqui a fazer neste PLANETA:

Sempre que tenho oportunidade, após a meditação, dou um abraço a mim mesma e começo por fazer “A-R-P-A”. Explico o acrónimo:

– “A” – Porque eu amo-me…

– “R” – Porque eu me respeito…

– “P” – Porque eu me perdoo a mim e perdoo outros

– “A” – Porque eu me aceito tal como sou.

Todos os dias são uma oportunidade para recomeçar.

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No entanto, se a situação se mantém durante demasiado tempo, o precioso “termómetro” das emoções é silenciado. Neste artigo, vais descobrir como é que podes usar esse “termómetro” e descobrires que quanto mais sabes sobre ti, melhor será o teu bem-estar.